A LIBERDADE É PROCLAMADA
Gl. 5: 1
Introdução: A natureza humana clama por liberdade. Ultimamente acompanhamos pela TV as manifestações no Egito por liberdade política e melhores condições de vida. O povo foi às ruas porque não mais suportava um governo opressor e corrupto. Ainda está na nossa lembrança o massacre da “Praça da Paz Celestial” em Pequim, quando centenas de manifestantes foram brutalmente trucidados pelas forças do governo chinês. Em outros países espalha-se a onda de protestos pela liberdade: no Iêmen, na Tunísia e, mais recentemente, no Irã, onde o governo está ameaçando punir com morte os opositores do regime. O fato é que o ser humano arrisca a própria vida pela liberdade. Quem não se lembra de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes? O versículo nos fala desse bem de imenso valor que é a liberdade. A NVI traduz assim o versículo: “Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter a um jugo de escravidão”. Liberdade esta, que se baseia na redenção e que nos liberta:
1. “Da culpa e da penalidade dos nossos pecados”. Existe um ramo modernista da Teologia chamado de universalismo, que prega que Deus sendo amor jamais condenaria alguém. Ensinam que no final todos terão uma oportunidade de se justificarem dos seus atos e todos serão perdoados. Ensinam também que o pecado é uma ficção e que, na verdade, o ser humano sofreu apenas alguns descaminhos, como uma criança faz por falta de experiência, ou algum desvio psicológico ou de personalidade. O que a Bíblia diz sobre essas coisas?
a. Deus, apesar de ser amor, expulsou Adão e Eva do Éden e negou-lhes o direito à árvore da vida (Gn. 3: 22-24; II Pe. 2: 4-6). Deus criou seres livres, à Sua imagem e semelhança. Isso nos dota do discernimento necessário para tomarmos decisões. A liberdade humana é acompanhada de responsabilidade: Deus inscreveu Sua lei no coração humano desde o momento da sua criação. A lei divina antecede ao fato (Rm. 2: 14, 15).
b. Deus também tomará providências contra os ímpios que rejeitam Sua Palavra (II Ts. 1: 7-10; Hb. 10: 26-31). Apregoam os universalistas que Deus sendo bom, não condena ninguém. Mas a Bíblia mostra que Deus condenará os ímpios, por ser bom.
c. Cristo pagou a nossa culpa, nos redimiu e nos libertou da culpa do pecado. Sendo que a Bíblia afirma em Rm. 3: 23 “que todos pecaram” e em Ez. 18: 4b que “a alma que pecar morrerá”, o estado da humanidade é de desespero total. Todavia, Deus proveu um único meio de escape da condenação: Jesus Cristo, Seu Filho, que provou a morte por todos os que n’Ele Crêem (Hb. 2: 9).
2. “Das forças do maligno”. Além do problema da natureza humana decaída e contrária a Deus, o ser humano encontra-se preso a um sistema do qual não tem consciência e do qual não pode libertar-se por suas próprias forças.
a. Todos estávamos presos à vontade do maligno (II Tm. 2: 24-26). Esta figura lembra um fantoche, aquele boneco que só faz o que o seu operador quer: dança, fala, gesticula e expressa a sua opinião.
b. Cristo nos libertou (Gl. 5: 1; Jo. 8: 36). Deus, em Cristo, nos libertou dessa força imensa e nos deu consciência dela e das realidades celestiais.
3. “Da lei com sua maldição e seu jugo”. A Lei divina é um espelho que mostra a nossa pecaminosidade.
a. Com qual finalidade Deus deu a Lei? A Bíblia aponta a finalidade da Lei: (I) para que o pecado se mostrasse (Rm. 3: 20); (II) o homem não pode cumpri-la plenamente, porque ela é espiritual (Rm. 7: 14); “foi ordenada por causa das transgressões” (Gl. 3: 19) e para “nos conduzir a Cristo” (Gl. 3: 24).
b. Cristo nos resgatou da Lei fazendo-se maldição por nós. A Lei de Deus produziu maldição sobre a raça humana condenando-a à perdição eterna. Mas Deus, na Sua graça e misericórdia, sofreu a maldição imposta pela Lei na cruz por todos nós (Gl. 3: 13; II Co. 5: 19).
Conclusão. Em Cristo estamos livres da culpa e da penalidade que o pecado fez cair sobre nós, das forças do maligno e da maldição que a Lei nos legou. Qualquer pessoa que receber o Senhor Jesus no seu coração estará livre para todo o sempre. Todavia, algumas pessoas que já foram libertadas, ainda vivem como se fossem escravas. A todos a Palavra de Deus convida a lançar seus fardos a Ele e usufruírem da verdadeira liberdade. “Portanto, como diz o Espírito Santo, se ouvirdes hoje a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb. 3: 7, 8).