Estudos e mensagens
A FAMÍLIA IDEAL
Cl. 3:18-4:1
Introdução: O tema a ser tratado hoje é de muita mportância porque diz respeito à nossa felicidade pessoal e à sobrevivência de uma família equilibrada. Por isso todos nós devemos prestar muita atenção e analisar se o nosso desempenho pessoal no seio da família está de acordo com o padrão divino e se está contribuindo para levá-la a uma maior estruturação na evolução dos nossos relacionamentos. Lembremos que toda a nossa vida começa e se desenvolve no seio de uma família. As nossas bases pessoais são formadas – ou deformadas – dentro da família. Quem é fruto de uma família temente a Deus tem um comportamento totalmente diferente da pessoa oriunda de uma família onde a presença de Deus é ignorada. O texto lido além de se dirigir a cada um dos membros da sociedade familiar, também transmite orientações a toda a família no seu conjunto. Abramos os corações e mentes, pedindo a Deus que nos ajude a entender a Sua mensagem e nos dê a graça necessária para colocá-la em prática.
I. ENTENDENDO OS CONCEITOS.
a. Sujeição feminina. É muito importante entender o que a Bíblia quer dizer sobre a mulher ser submissa ao marido. Principalmente num mundo onde algumas mulheres ganham mais do que eles e, muitas vezes, exercem cargos mais elevados que os deles. Quando Paulo se dirige à mulher convidando-a a tomar determinada atitude, é porque o Cristianismo elevou a condição social da mulher no meio de uma sociedade altamente machista. A expressão “sujeitar-se ao marido” é um convite à mulher, como um ser inteligente, a procurar adentrar ao universo mental masculino e buscar entender as suas motivações. Não é uma submissão cega ou subserviente, mas um exercício de inteligência e construção de laços fortes e duradouros (Pv. 14: 1).
b. Amor masculino. Quando a Bíblia convida o homem a amar a esposa, está dizendo para ele deixar de lado sua natural tendência para o egoísmo e adentrar ao universo gentil e platônico da mulher, para entender sua delicadeza, as prioridades da vida sob o prisma feminino e amar a esposa a partir do ponto de vista dela sobre amor. Quando isso acontecer, o marido estará apto a dar a própria vida pela esposa.
c. Obediência filial. No que respeita aos filhos, a lição da Palavra de Deus é que os filhos obedeçam a seus pais e os tratem com o devido respeito, porque os filhos de agora serão os pais de amanhã. Bons filhos geralmente são excelentes pais.
d. Irritação paternal. Muitos filhos problemáticos atribuem seus infortúnios à má criação que receberam e, em parte, foi isso o que aconteceu. Por isso os pais crentes devem ter muito cuidado no tratamento que dispensam aos filhos. No geral, os pais querem todo o bem do mundo para os seus filhos, porém muitas vezes falham em transmitir essa idéia. É muito irritante quando os pais não entendem os problemas dos seus filhos e não se capacitam para entenderem as fases do desenvolvimento deles: infância, adolescência, juventude e idade adulta.
e. Honestidade profissional. A lealdade do operário cristão deve ser baseada na sua consciência cristã e não na praxe comum de fazer apenas o trivial, se o patrão for bom (I Pe. 2: 18-20).
f. Justiça patronal. O patrão tem um Senhor nos céus, o que o torna semelhante ao operário. Por isso deve agir com honestidade e humanidade sabendo que deverá prestas contas de sua administração “Àquele que julga justamente”.
II. DOENÇAS VIVENCIADAS PELA FAMILIA MODERNA. Pr. Paschoal Piragine escreveu um livro intitulado “Doenças da Família Moderna”, no qual ele aborda algumas dessas doenças que têm afetado a vida familiar. São elas:
a. Desnutrição afetiva. “Devagarzinho, o indivíduo vai se afastando dos outros e acaba por perder a capacidade de comunicar afeto. Em conseqüência, as pessoas que o cercam também levantam barreiras. Ele sente falta do amor dos outros e começa a guardar ressentimentos. Quando isso ocorre, não é apenas um membro da família que fica doente, mas o grupo inteiro”.
b. Egoísmo isolacionista. “O egoísmo isolacionista afasta as pessoas, na medida em que leva o indivíduo a criar uma certa expectativa em relação a tudo e a todos. O egoísmo está sempre cobrando ou exigindo algo de alguém, mas nunca está disposto a ser a bênção que alguém necessita. Uma das curas para esse problema ocorre quando o isolamento é rompido e o doente se oferece para abençoar o próximo”.
c. Hedonismo entreguista. “Aquele que desiste rápido porque não quer sofrer ou não quer passar por dificuldade. O amor verdadeiro não entrega os pontos, é incapaz de abandonar a pessoa amada”.
d. Falta de perdão. “A falta de perdão provoca separação e gera um desconforto que permanece no coração. É uma doença perigosa, que precisa de tratamento urgente porque, quando não mata, faz com que a vida seja terrivelmente dolorosa”.
e. Falta de comunicação. “Comunicamos pouco e nos comunicamos mal. A falta de diálogo é um problema que não apenas provoca conflitos de geração, mas acaba com o prazer de uma boa conversa. Famílias inteiras estão isoladas dentro de suas próprias casas por não terem interesse e necessidade de falar uns com os outros e quando tentam conversar são interrompidos pela precipitação de quem não sabe ou desaprendeu a escutar”.
Conclusão: A família ideal para existir precisa ser construída com muita oração, vontade de observar os princípios da Palavra de Deus e capacidade de auto doação. Ela não acontece por acaso. Deve ser buscada, querida e lapidada. A família ideal não nasce pronta: precisa ser construída em submissão humilde de cada um dos seus membros a Deus. Por isso devemos entregá-la ao Senhor e pedir Sua capacitação para construí-la e solidificá-la.
IBB Valparaíso, 24 de janeiro de 2011.
Pr. Paulo Guedes Soares.
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