A IGREJA INTEGRAL - I Jo. 2: 12-14
Introdução:
O apóstolo João foi uma pessoa muito especial e querida. Ele ficou conhecido na história da Igreja como o “apóstolo do amor”, porque ninguém falou tanto do amor, e viveu tão intensamente essa tão bela experiência – o exercício do amor – como ele. João foi o discípulo mais jovem de Jesus. Dizem alguns comentaristas da Bíblia que ele não tinha mais de dezessete anos quando foi chamado por Jesus ao apostolado e, durante todo o ministério terreno do Senhor ele esteve sempre presente nos Seus grandes momentos, juntamente com seu irmão Tiago e Pedro. Os Evangelhos citam João como “o discípulo a quem Jesus amava”. Expressão que quer demonstrar o afeto de pai que o Senhor nutria por ele, em razão da sua pouca idade. Isto é, Jesus era como um pai natural para João. Para João, tudo tem um sentido muito mais amplo quando se refere a Jesus. Até o Evangelho que ele escreveu é diferente dos outros três. Enquanto os sinópticos falam principalmente da humanidade de Jesus, João o retrata como o Verbo divino que se fez carne e habitou com os homens. Em 5: 13 João diz o motivo pelo qual escreveu esta carta: para que saibamos que temos vida eterna, e para que creiamos no nome do Filho de Deus. No texto lido, João usa expressões familiares para designar a idéia que ele tinha de Igreja: uma bela família, cujo Pai é Deus e todos os crentes, Seus filhos através de Jesus.
1. “Filhinhos, escrevo-vos porque, pelo Seu nome, vos são perdoados os pecados” (vs. 12). A expressão “filhinhos” refere-se aos novos convertidos. João acentua o perdão total dos pecados daqueles que entregaram suas vidas a Jesus. Em outras palavras, não existe nenhuma outra opção de perdão de pecados se não for por Jesus.
2. “Pais, escrevo-vos, porque conhecestes Aquele que é desde o princípio” (vs. 13a, 14a). Aos pais, os mais antigos na fé, João afirma que eles conheceram Aquele que é desde o princípio. Nos dias apostólicos os judeus costumavam censurar os cristãos dizendo que eles seguiam uma religião nova. João quer acentuar a antigüidade da fé cristã, dizendo que ela é baseada n’Aquele que é desde o princípio (Ef. 3: 8-12).
3. Aos jovens o apóstolo aponta os seguintes motivos pelos quais lhes escreve. Os jovens eram aqueles que já começavam a dar frutos na fé cristã e a enfrentar com valor e resignação os grandes conflitos que os crentes daqueles dias tiveram que vencer.
a. Porque vencestes o maligno (vs. 13b, 14d). Para o jovem, que tem toda a vida pela frente para realizar os seus objetivos, era uma grande prova de fé deixar tudo por causa de Jesus. “Vocês venceram efetivamente o maligno com um testemunho eficaz”. Não só naqueles dias, mas em todas as épocas e lugares o maligno oferece muitas opções a todos, mas especialmente aos jovens. O fato de eles preferirem Jesus e a Sua Igreja, é uma grande prova de que venceram o maligno.
4. “Eu vos escrevi, filhos, porque conhecestes o Pai” (vs. 13c). O conhecimento de Deus é essencial para o desenvolvimento correto do cristão. Quem não conhece a Deus como a Bíblia O revela, pode ter sérios problemas. A Bíblia nos exorta a amar a Deus sobre todas as coisas. Porém, como podemos amar, ou mesmo odiar, a quem não conhecemos? Um conhecimento falho a respeito de Deus, também pode levar a caminhos errados. Por isso, o conhecimento de Deus é essencial para as nossas vias.
Conclusão: Igreja é uma grande família, cujo Pai é Deus. É uma família composta de adultos, jovens e crianças, com os quais o Pai tem um cuidado muito especial e ama acima de tudo. Uma Igreja integral é aquela na qual os seus membros se preocupam com os demais e se esforça para servir cada vez melhor ao irmão. Os mais velhos passam segurança doutrinária e vida exemplar. Os jovens, com o vigor próprio da idade, se integram aos objetivos da Igreja e a faz caminhar para frente, como grandes soldados do “insigne Capitão”. Todos se unem para cuidar dos recém nascidos na fé cristã e ajudá-los a caminhar. É assim que uma Igreja integral caminha. Todos – jovens, adultos e crianças – caminham juntos e unidos “olhando para Jesus, o autor e consumador da fé”, com a mesma união e objetivos que existem entre Jesus e o Pai.
IBB Valparaíso, 19 de abril de 2010.
Pr. Paulo Guedes Soares.
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