A FADIGA DE REMAR CONTRA O VENTO – Mc. 6: 45-52
Introdução:
Jesus tinha acabado de realizar o milagre da multiplicação dos pães e, depois, mandou os discípulos entrarem no barco e se dirigirem à Betsaida, onde outra multidão com muitas necessidades O aguardava (Mc. 6: 53-56). Enquanto isso, Ele ia fazer duas coisas: (I) despedir a multidão, agora saciada e, (II), orar.
1. “E, tendo-os despedido, foi ao monte para orar” (vs. 46). A oração é o único meio que o crente tem de falar com Deus. Se descuidarmos da oração, a nossa comunhão com Deus estará comprometida. Orar é visitar o céu para conversar com Deus. Jesus teve uma intensa vida de oração.
2. “E, sobrevindo a tarde, estava o barco no meio do mar” (vs. 47). Enquanto orava, Jesus se preocupou com os discípulos que estavam “no meio do mar”. Mar de problemas, de dificuldades, de ansiedades, e se solidarizou com eles. Quando oramos somos capazes de vivenciar o problema dos irmãos.
3. “E, vendo que se fatigavam a remar, porque o vento lhes era contrário” (vs. 48). Enquanto orava, Jesus percebeu que os discípulos estavam “fatigados de remar contra os ventos contrários”. Como é difícil viver nadando contra a correnteza; e como é bom obtermos ajuda nesses momentos. Às vezes, apenas um abraço, uma palavra amiga (“eu senti sua falta”). Quando nos envolvemos com a oração nos tornamos capazes de pensar nos outros.
4. Jesus se aproxima do barco, andando sobre as águas e os discípulos pensam que é um fantasma (vs. 48b, 49). O cansaço, o medo de ir a pique no meio da tempestade e a fadiga não deixaram os discípulos reconhecerem o Seu Mestre. Ao contrário, ficaram apavorados e O confundiram com um fantasma.
5. “Tende bom ânimo, sou eu; não temais” (vs. 50). Apesar da reação deles à Sua presença, Jesus sobe ao barco e debela a tempestade. “Com Cristo no barco passa o temporal”.
Conclusão: Quando Jesus subiu ao barco “para estar com eles”, eles tiveram duas reações: (I) “ficaram muito assombrados” e, (II), “maravilhados”, quer dizer: “como Ele conseguiu fazer isso?” Essas reações tiveram como causas outros dois fatores: (I) “não tinham compreendido o milagre dos pães” e, (II), “o seu coração estava endurecido”. Que o Senhor nos ajude a compreender a Sua presença entre nós, apesar da fadiga normal da vida.
IBB Valparaíso, 23 de fevereiro de 2010.
Pr. Paulo Guedes Soares.
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