A BÊNÇÃO QUE O JUSTO PRODUZ – Sl. 1
Introdução: A idéia de alguém se dizer justo parece soar um tanto arrogante, por causa do conceito popular de justiça: justo é aquele que não faz nada de errado, quer dizer, não mata e não furta. Aliás, isso consta dos dez mandamentos. Todavia, certas faltas cometidas na Antiga Aliança eram punidas com a morte, que era executada por alguém. Quando Israel saía à guerra tomava despojos dos povos vencidos – isso se configuraria como furto. Então, podemos concluir que justo não é apenas aquele que não mata ou não rouba, mas aquele que é declarado justo pelo Juiz. Em Cristo, somos justificados, isto é, tornados justos. Ser justo, segundo o salmista, é aquele que age de acordo com o seguinte padrão:
I. COMPORTAMENTOS NEGATIVOS E POSITIVOS DO JUSTO
1. “Não anda segundo o conselho dos ímpios”. A orientação para a vida do justo é procurada no Senhor, não no que o ímpio ensina como verdade.
2. “Não (imita a conduta) se detém no caminho dos pecadores”. Jamais o justo imita, ou sequer tenta imitar a conduta daqueles que não temem a Deus. A conduta do crente é baseada no ensino da Palavra de Deus, e não procedimento normal do ímpio.
3. “Não se assenta na roda dos escarnecedores (zombadores).” O justo não compactua com “as obras infrutuosas das trevas, antes as condena”. Escarnecedores ou zombadores são aqueles que por palavras e atos desdenham dos princípios divinos, pensando que a Bíblia é um livro ultrapassado e que não se adapta ao pensamento do século XXI.
4. “Tem o seu prazer (a sua satisfação) na lei do Senhor”. A única coisa que satisfaz plenamente a mente e o espírito do justo é a Palavra de Deus (Sl. 119: 97-104). Ela o torna sábio e apto para ser bem sucedido na vida.
5. “Na sua lei medita de dia e de noite”. A mente do justo é ocupada pelos preceitos divinos. Quer dizer, ele só ocupa sua mente e seu tempo em ser edificado e fortalecido pela Lei do Senhor.
II. CONSEQÜÊNCIAS DE UMA VIDA DE JUSTIÇA
1. “Será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas”. A vida do justo não é de pieguice, nem de chatice. Mas de prosperidade e vida abundante em tudo. A felicidade o cerca.
2. “Dá fruto na estação própria”. Sua vida é produtiva. Como o justo é pleno do Espírito Santo, sua vida é caracterizada pelo fruto do Espírito. Todos que o cercam são alimentados pelos frutos benditos que ele produz.
3. “As folhas não caem (não murcham)”. O justo está sobremodo plantado junto às águas, que suas folhas estão sempre verdes e bonitas. As folhas podem significar os projetos. Como os projetos do justo são orientados por Deus, nunca murcham.
4. “Tudo quanto fizer prosperará”. A prosperidade do que fazemos parte de um coração obediente ao Senhor. Para que sempre exista prosperidade no que empreendermos, deveremos manter uma íntima comunhão com o Senhor, tendo um espírito quieto e sossegado e sempre esperando com toda a segurança pelo cumprimento da vontade d’Ele.
Conclusão: O salmista conclui dizendo que a prosperidade do ímpio é como uma cortina de fumaça: vai esvair-se diante do juízo de Deus “como a moinha que o vento espalha”. Somos também chamados a atenção de que “os pecadores não permanecerão na congregação dos justos”. Somos também informados de que “o Senhor conhece o caminho dos justos, mas fará perecer o caminho dos ímpios. Que o Senhor nos faça conhecê-Lo cada vez mais e nos ensine a bênção que é ser considerado justo por Ele.
IBB Valparaíso, 28 de janeiro de 2010.
Pr. Paulo Guedes Soares.
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